Casas que respiram com a floresta.
Arquitetura ecológica que nasce do terreno, do clima e da luz do lugar. Cada projeto preserva mais mata do que ocupa e é feito para durar mais que uma geração.
A gente não constrói sobre a natureza. Constrói com ela. O terreno chega antes do desenho, o clima dita a planta e a mata continua viva depois que a obra termina.
Antes de qualquer traço, passamos dias no terreno. Ouvimos o vento, mapeamos as árvores, marcamos onde o sol entra no inverno. O projeto é resposta a isso, não imposição.
Cada casa, um bioma
Cinco projetos, cinco lugares diferentes: a mata atlântica, o cerrado, a serra, o litoral e o vale do café.
Uma casa suspensa entre 40 jaqueiras.
Nenhuma árvore foi derrubada. A estrutura se apoia em pilares finos que desviam das raízes, e a casa flutua no nível das copas. A ventilação cruzada dispensa ar-condicionado o ano inteiro.
- Área construída
- 240 m²
- Terreno preservado
- 92%
- Energia
- 100% solar
- Entrega
- 2023
Do terreno à chave, em quatro tempos
Um processo lento onde importa e rápido onde dá. A pressa nunca vem na frente do lugar.
Escuta do lugar
Dias no terreno mapeando sol, vento, água e vegetação. Saímos com um retrato do lugar antes de qualquer desenho.
Partido e maquete
O conceito vira maquete física e modelo 3D. Você caminha pela casa antes dela existir e ajusta com a gente.
Projeto executivo
Detalhamento completo, escolha de materiais locais e de baixo carbono, e o caminho da água e da energia resolvido.
Obra acompanhada
Acompanhamento de canteiro do primeiro pilar à última muda plantada. A mata volta junto com a casa.
A melhor casa é a que a floresta mal percebe que chegou.
Iara Monteiro
Arquitetura que planta mais do que ocupa.
Iara Monteiro formou-se pela FAU-USP e passou seis anos em canteiros de bioconstrução antes de abrir o próprio ateliê, em 2009. Desde então lidera um estúdio pequeno e obcecado por uma ideia simples: a casa é convidada, não dona.
O trabalho já foi publicado na ArchDaily e no Dezeen, e recebeu sete prêmios de arquitetura sustentável. Mas o que o estúdio mais valoriza é ver, dez anos depois, a mata mais densa do que no dia da entrega.
Casas que as pessoas custam a querer sair
Moramos há três anos e nunca ligamos um ar-condicionado. A casa se resolve sozinha com o clima.
A Iara passou quatro dias no terreno antes de desenhar uma linha. No fim, nenhuma árvore caiu.
Não é só uma casa bonita. É uma casa que te ensina a viver com menos e a reparar mais.
Tem um terreno e uma vontade?
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